Pequenos contos forravam as paredes do quarto. Do palhaço ao menestrel, bufões e reis... Um fragmento de poema sobre os amores dedicados as coxas dela. Um verso solto sobre o sorriso do homem de chapéu. Deitado nesse quanto o autor desfigurado sorria sob uma máscara. Que há, dizia ele, além de mim e minhas deformidades, que causem mais horror nessa cena triste? E nenhuma resposta se dava. Quem sabe que sorriso havia por de traz da máscara... Grande brancura ou caries vivas... Um príncipe ou um plebeu... Então levantou as mãos e escreveu no ar: minhas palavras, pássaros a migrar, meus contos, balas sem direção, minha voz canção tremula e sem guerra, meu corpo... ah, meu corpo, esse se dá morto e por vencido - e dormiu.
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